Quarta-feira, Outubro 5, 2022
Finanças

PRS pretende ceder 50% de receitas petrolíferas à província do Zaire

O candidato a Presidente da República pelo Partido de Renovação Social (PRS) prometeu, este sábado, na cidade de Mbanza Kongo, destinar 50 por cento das receitas de exploração de petróleo à província do Zaire, em caso de vitória nas Eleições Gerais de 24 de Agosto, para alavancar o desenvolvimento e proporcionar o bem-estar aos habitantes.

Segundo Benedito Daniel, que presidiu ao comício no campo multiusos das 15 Casas, no bairro 11 de Novembro, na cidade de Mbanza Kongo, onde chegou à madrugada depois de ter estado na província do Uíge, disse aos militantes e ao eleitorado do Zaire que, em caso de vitória, concebeu um modelo capaz de alocar o dinheiro do petróleo ao povo.

“O Zaire é produtor de petróleo. O dinheiro do petróleo não chega ao povo. Temos que conceber modelos para que o dinheiro do petróleo chegue ao povo, através da construção de infra-estruturas, tais como escolas, hospitais e assistência médica e medicamentosa”, prometeu Benedito Daniel.

O projecto de governo do PRS, segundo Benedito Daniel, propõe uma partilha das receitas de produção do petróleo do Zaire em 50 por cento, cuja percentagem poderá ficar na região para que possa de forma autónoma desenvolver-se, através da construção de infra-estruturas, promoção da assistência médica e medicamentosa, bem como do bem-estar social da população.

“Então, estamos a advogar agora que teremos 50 por cento que será uma receita suficiente para que o Zaire possa desenvolver-se. Ouvimos que temos hospitais, mas em pouco número. Infelizmente, não há medicamentos nesses hospitais. A maioria dos pacientes de Mbanza Kongo e, em geral, da província do Zaire, recorre ao Congo Democrático para fazer consultas. E isto não deve continuar assim”, prometeu Benedito Daniel.

O cabeça-de-lista do PRS às Eleições Gerais reiterou a ideia da implementação do federalismo em Angola, porque “permite estabelecer um governo de proximidade que proporciona emprego e bem-estar social para toda a população”.

“Hoje, constatamos assimetrias em todo o nosso território. Há províncias com um maior desenvolvimento. Há outras com um desenvolvimento médio e há outras que não se desenvolveram. E nós temos um plano. O nosso plano é de desenvolver, de forma harmoniosa, todas as províncias de Angola, por forma a que possamos acabar com as assimetrias”, acrescentou.

 

Distribuição justa da renda nacional

O presidente do PRS prometeu, também, em caso de vitória, criar empregos para os cidadãos, sobretudo, para os jovens, para uma distribuição justa da renda nacional, através de um salário condigno para todos os angolanos.

“Nós advogamos, também, a justiça na distribuição da renda nacional. Alguns perguntam como se pode fazer a justa distribuição da renda nacional? Hoje, o desemprego é estrutural. O desempregado não recebe a renda nacional, porque é distribuída, através do salário. E o salário tem de ser justo, aquele que compensa o trabalho de cada um”, referiu, acrescentando: “O enfermeiro e o professor devem ter um salário justo, um salário condigno que possa compensar as suas necessidades. O salário que demora cinco ou quinze dias não é justo e não está enquadrado na justa distribuição da renda nacional. Por isso, todos aqueles que trabalham devem ter um salário justo”.

Benedito Daniel prometeu, ainda, acabar com a exclusão dos angolanos. Para tal, o PRS pretende, em caso de vitória, criar um governo que vai olhar pura e simplesmente nas capacidades do cidadão para que seja admitido num emprego.

“Prometemos aqui que no governo do PRS não haverá exclusão. Iremos olhar, simplesmente, para as capacidades de cada um, de cada jovem e para a sua formação. É este o propósito que nos norteia. Estamos a assumir o compromisso convosco e desejamos que vocês, também, assumam o compromisso connosco. O compromisso de nos darem o vosso voto, porque nós temos o propósito de renovar esta Nação, de construirmos este país e, finalmente, de defendermos este povo”, disse o candidato às Eleições Gerais de 24 de Agosto.

Humanização dos serviços de Saúde

Benedito Daniel realçou que vai trabalhar para que a assistência médica e medicamentosa nos hospitais do país seja humanizada, por entender que a boa prestação dos técnicos de Saúde ajuda na recuperação do paciente.

“Precisamos trabalhar mais para que a nossa saúde seja uma saúde humanizada. Vamos promover uma assistência médica e medicamentosa para todos. Ouvimos, também, que, às vezes, quando vamos para os hospitais não há um tratamento humanizado. Os compatriotas enfermeiros e médicos não entendem que estão nos hospitais por nossa causa. É por causa de nós que eles são enfermeiros ou que são médicos e eles devem tratar de nós de forma humana. Uma saúde humanizada, por mais que seja ineficiente, às vezes, traz saúde para os seus pacientes”, frisou.

Para isso, o candidato a Presidente da República, pelo PRS, propõe-se a trabalhar no sentido de que cada enfermeiro, cada médico respeite a ética profissional, consiga compreender que o doente constitui a prioridade.

 

Capital da cultura

O candidato do PRS criticou o fraco desenvolvimento da cidade de Mbanza Kongo, enquanto capital da cultura africana, cuja realidade contrasta com a dimensão histórica: “Esta capital de África, em que estou a falar agora, cuja dimensão histórica desse território não está de acordo com a dimensão proporcional do desenvolvimento. A dimensão histórica de Mbanza Kongo é inversamente proporcional à sua história e à realidade. Este é um local histórico, é um Museu de África. É aqui onde podemos expressar a nossa cultura, a nossa tradição, a nossa identidade e a nossa autenticidade”.

Quanto à condição dos Reis, segundo Benedito Daniel, deveriam merecer um tratamento diferenciado, pelo que prometeu, em caso de vitória, criar condições condignas, através do estabelecimento de um subsídio que os dignifique.

“Temos falado muito dos nossos Reis, no nosso poder tradicional. Este poder que está representado aqui no Reino do Kongo, infelizmente, os nossos Reis não têm o tratamento que deviam ter. Não têm meios de transporte. Muitos deles nem sequer têm uma casa condigna, para além de terempelo menos um subsídio condigno que lhes possa dignificar como Rei”, observou.

No governo do PRS, como prometeu, os Reis vão ter dignidade, porque vai estabelecer um subsídio condigno e vai criar um orçamento para que as cortes reais possam funcionar e, assim, transmitir o legado às gerações vindouras, por forma a preservar os usos e costumes nacionais, bem como o direito costumeiro.

“Esse Reino do Kongo assenta-se sobre a ordem e a lei. E essa ordem e lei não devem terminar apenas nos reis que temos agora. Devem ser preservadas e transmitidas para as gerações vindouras. Nós vamos fazer com que os reis tenham a dignidade que merecem. Vamos governar com os reis, vamos consultá-los para tudo que quisermos implementar, porque primeiro estão os reis e depois o Estado. O Estado deve cooperar com os reis para que possa implementar projectos que vão de encontro às necessidades das populações”, ressaltou.

Preservação das línguas nacionais

As línguas nacionais, em particular o Kikongo, devem ser incluídas no Sistema de Ensino e Aprendizagem, defendeu, ontem, na cidade de Mbanza Kongo, o candidato a Presidente da República, pelo PRS, Benedito Daniel.

“Nós colocamos, também, acento tónico sobre as nossas línguas. Compreendemos que Angola é um conjunto de povos, é um conjunto de línguas, de hábitos, de culturas e, nós devemos nos orgulhar por essas diferenças que compõem o mosaico do nosso país. Devemos nos orgulhar por termos uma diversidade linguística que nos une. Devemos nos orgulhar e considerarmos as nossas línguas como uma riqueza imprescindível, uma riqueza sem comparação”, frisou.

Para Benedito Daniel, a preservação das línguas nacionais passa por comunicar-se através delas e devem ser estudadas, por meio da inclusão nos ensinos primário e secundário. “Se não estudarmos o Kikongo, vai perder-se. Mas nós temos uma forma de preservar as nossas línguas, é incluí-las no ensino primário e secundário. Em casa, nós devemos praticar essas línguas. Esta é a única forma de transmitirmos o legado para que essas línguas possam continuar e possam perpetuar-se de geração para geração”, explicou.

Para tal, Benedito Daniel pediu o voto do eleitorado do Zaire, para que a 24 de Agosto e, através do seu manifesto eleitoral e do programa de governação, possa fazer com que votem no candidato número 7 e no PRS.

“Não tenham dúvidas. Vamos acabar com a corrupção, vamos acabar com a exclusão, vamos acabar com apresentações de cartões, vamos acabar com investigações. Então, devemos votar no candidato certo, devemos votar no projecto federal, que vai trazer autonomia, a liberdade, o bem-estar social de todos, incluir a todos e que possam empregar-se e realizar os sonhos”, reiterou.

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